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3.31.2010

Sua empresa precisa de uma política de uso das mídias sociais, ou vai acabar como a Locaweb.

Artigo de Cláudio Torres, consultor em marketing digital e mídias sociais, autor do livro A Bíblia do Marketing Digital, publicado originalmente em 30-03-2010

Tudo bem que sou Corinthiano, e no último jogo entre Corinthians e São Paulo ( 4×3 ) no Pacaembú, tive o prazer de zoar todos os amigos São Paulinos que assistiram ao jogo comigo. Tudo bem que este blog é hospedado na Locaweb, com quem tenho uma relação muito tumultuada em função da quantidade de problemas que tenho com a hospedagem deste blog. Tudo bem que o Twitter é uma mídia nova, e que as empresas ainda estão se preparando para a nova realidade do consumidor, embora no meu livro "A Bíblia do Marketing Digital", já no seu primeiro capítulo, falo da importância das empresa preocuparem com isso e agirem JÁ, e não no “futuro”. Mas o que o Diretor Comercial da Locaweb, Alex Glikas, fez no seu tuiter ( imagem abaixo ) durante o jogo no Pacaembú, transcende todas as possíveis considerações que eu possa fazer sobre o tema, e se torna um excelente exemplo da falta de preparo das empresas no trato com as mídias sociais.

O Twitter do Diretor Comercial da Locaweb Alex Glikas

A Locaweb não é um exemplo de atendimento ao consumidor, muito menos um exemplo de vanguarda nas mídias sociais e no marketing digital. Mas recentemente tem criado alguns novos mecanismos para melhorar o seu atendimento, e tem ampliado em muito sua exposição de mídia, principalmente através de patrocínios, inclusive fechando com o São Paulo Futebol Clube um acordo por duas partidas (a do Pacaembú e a partida contra o Monterrey, do México) a fim de exibir o logotipo nas mangas da camisa do clube e reforçar a estratégia de divulgação da marca.

A questão aqui não é a de um torcedor apaixonado se expressando de forma agressiva contra a torcida adversária, isso é comum no futebol, mas sim o fato de ele próprio se identificar no Twitter como Diretor Comercial da Locaweb, e ter sido claro nas suas apaixonadas colocações com tuits como “Vamos LOCAWEB!!!!!!!! Chupaaaaaa bambizada!!!!!!!!TIMÃO eoooooo!!!!!!!”.

Mas como toda bobagem nas mídias sociais pode ser piorada, a Locaweb tomou uma atitude pior que o próprio fato. Em resposta ( imagem abaixo ), a Locaweb e o Alex Glika apagaram as mensagens e escreveram: “Parabéns São Paulo e parabéns Corinthians pelo belo clássico!”. Pior, retiraram a foto do perfil, apagaram a Bio ( descrição do membro ), e concluiram com uma sequencia de tuits “Minhas sinceras desculpas à torcida e ao time do SPFC. No calor do clássico, o torcedor tomou conta do profissional. Não acontecerá de novo.”

Alex Glikas após a censura da Locaweb

As empresas, não só a Locaweb, estão completamente perdidas no que se refere a Internet, às mídias sociais e ao marketing digital. É difícil ver uma boa ação de marketing ou de marca na Internet, e quando algo sai errado fica claro que as empresas nunca pensaram em como agiriam. A Locaweb tirou as mensagens agressivas do Twitter, como faziam os ditadores e os censores de plantão quando algo os incomodava, a Locaweb apagou o perfil de um de seus diretores no Twitter, como faziam os Soviéticos, que apagava, das fotos e dos registros históricos, os personagens que tinham se tornado inimigos do regime, e finalmente, a Locaweb desprezou tanto os Corinthianos, pois crucificou um de seus torcedores sem dó, quanto os São paulinos, pois chamou-os de idiotas ao acreditar que um assunto destes morre sem repercussão, simplesmente apagando as mensagens.

O fato é que quando algo dá errado as empresas não podem fugir ou se esconder. Elas tem que se mostrar, e ter uma conversa sincera com seus consumidores. Abrir as portas e os canais de comunicação e responder com sinceridade e honestidade o que elas realmente acham do fato ocorrido. Apagar as pistas, e crucificar os interlocutores, não resolve nada. Só piora a situação, pois deixa a todos livres para tirarem suas conclusões e continuar debatendo o tema, sem a presença do interessado : A marca.

O que fazer então? Como as empresas podem agir nestes caso? Este é o ponto onde queria chegar. O que fazer?

No ano passado escrevi um artigo intitulado “Comunicação empresarial e as mídias sociais“, que tenho certeza, que se a Locaweb e seus Diretores tivessem lido e aplicado, a situação agora seria bem diferente. Neste artigo comento alguns casos emblemáticos nas mídias sociais americanas, entre eles o caso da Domino Pizzas, que soube agir com transparência perante o consumidor, e da Amazon, que agiu de forma similar a Locaweb, e até hoje tem problemas com uma parcela dos seus consumidores.

Dos sete conselhos que dou neste artigo, dois eu gostaria de retomar aqui, pois resumem o que a Locaweb deveria ter feito, e não fez neste caso :

O primeiro conselho, que é na verdade o último de uma lista de sete, é :
“Planeje : Planeje para uma crise. Crie uma
estratégia de mídias sociais que prepare sua empresa para se comunicar, mas também para enfrentar uma eventual crise de comunicação e imagem. Ela é inevitável, então esteja preparado e discuta o que fazer.”
Ou seja, as empresas tem que encarar este desafio de uma vez por todas, e parar de se esconder atrás de ideias absurda de que as mídias sociais vão ser importantes no futuro, ou de que ainda não é hora de entrar nas mídias sociais. Seja pela empresa, seja por seus colaboradores, ela tem que planejar sua vida nas mídias sociais, treinar seus colaboradores, e discutir este tema, aberta e exaustivamente, com seus gestores e colaboradores. Todos na empresa tem que saber o que fazer, quais são os riscos envolvidos, e principalmente, o que fazer quando algo sai errado.

O segundo conselho, que é de fato o segundo da lista é :

“Se conheça melhor : Defina as suas reais prioridades e o que mais importa para a sua empresa. Seja sincero e pergunte o que a sua organização realmente valoriza. Esteja preparado para expor isso para as mídias sociais.”

A empresa e a marca tem que saber o que elas de fato são. Ter uma identidade clara e bem definida é fundamental nos dias de hoje. Saber se sua empresa é uma ditadora marxista que vai desaparecer com qualquer colaborador corinthiano que ataque a torcida São Paulina, ou se ela é uma empresa aberta, que vai transformar isso em uma"boa briga" (no bom sentido da palavra) entre o Diretor Corinthiano e outro fanático Diretor São Paulino, é fundamental para saber que atitude tomar na crise.

Não subestime o consumidor, muito menos aquele que é ativo usuário das mídias sociais. Se eu fosse a Locaweb, encontraria um Diretor São Paulino, apaixonado, e deixaria que ele defendesse o seu time, e transformaria o incidente em uma verdadeira “briga de torcidas”, novamente no bom sentido da palavra. Na verdade se eu fosse a Locaweb, teria treinado minha diretoria e todos os níveis gerenciais, para saber como agir nas mídias sociais, na importância de entender que não há mais divisão entre o profissional e o pessoal, e que para tudo que você escreve sempre haverá uma reação.

Para todas as empresas e gestores recomendo que leiam, ou encaminhem para quem ainda não leu, o meu artigo "Comunicação empresarial e as mídias sociais", antes que seja tarde e sua empresa acabe como a Locaweb.

Em tempo : O ridículo aconteceu, e a Locaweb demitiu o Diretor Alex Glikas. Assim a empresa não se prepara para usar as mídias sociais, não treina seus colaboradores, e depois os usa para apagar o incêndio. E o pior, não adianta nada, pois continuar se escondendo atrás de atitudes do início do século passado, não resolvem, nem melhoram o relacionamento com o mercado.

Fonte: ClaudioTorres.com

1.15.2010

CBS "proíbe" filme polêmico no Super Bowl

Site de empregos CareerBuilder está promovendo concurso para escolher o comercial a ser exibido no evento, mas um deles já foi rejeitado logo de cara.

O site de empregos dos Estados Unidos CareerBuilder.com apostou em uma ação na qual os consumidores poderiam criar comerciais para a empresa, premiando três deles com um Grand Prix. Agora, o site criou uma votação para indicar qual desses três será transmitido durante o intervalo do Super Bowl, o maior evento da televisão norte-americana, que ocorre em 7 de fevereiro, na Flórida, e que terá transmissão da CBS.

O curioso é que um dos filmes, "Worst Seat", criado pelo produtor free lancer Brian Forrest, já foi considerado pela CBS como "muito quente para passar na televisão". Pelo menos é o que informa o site do próprio concurso. Veja a peça abaixo e tire suas próprias conclusões.

De qualquer forma, a votação continua aberta para o comercial, o que deixa no ar a possibilidade de que a rejeição não passe de uma grande brincadeira. O fato é que o filme vencedor só será descoberto no dia do Super Bowl.

As outras duas peças são "Job Fairy", que mostra o mago do emprego, e "Casual Friday", que para muitos gostos pode ser até mais chocante do que o primeiro. Ou até mais engraçado, dependendo do ponto de vista. Escolha o seu favorito neste site.

A CBS está cobrando até US$ 3 milhões por inserção de 30 segundos durante o Super Bowl. Até a semana passada, somente quatro dos 62 espaços ainda não haviam sido comercializados.

A NBC, responsável pela transmissão em 2009, arrecadou US$ 213 milhões com a venda de espaços comerciais e a expectativa é de que a CBS consiga um valor parecido. Dentre os anunciantes confirmados estão Anheuser-Busch Inbev, Audi, Coca-Cola, Doritos, Dove, Electronic Arts, Honda, Hyundai, Kia, Motorola, Viacom, Universal e Walt Disney.

Confira o filme "proibido" Worst Seat:



"Job Fairy"




"Casual Friday"


Fonte: M&M Online

1.13.2010

Google ameaça encerrar operações na China

O governo chinês não se pronunciou sobre o anúncio da gigante da internet americana, que também anunciou o fim do pacto sobre censura nos resultados de seu buscador.

Nova York – O Google pode fechar suas operações na China, depois de contas do Gmail de ativistas de direitos humanos que se opõem ao regime de Pequim terem sido violadas. O governo chinês não se pronunciou sobre o anúncio da gigante da internet americana, que também anunciou o fim do pacto sobre censura nos resultados de seu buscador.

Segundo comunicado do Google, que não acusou formalmente o regime, os problemas começaram em meados de dezembro, quando foi detectado um sofisticado ataque contra a infraestrutura da empresa na China que resultou no roubo de propriedade intelectual . Em seguida, durante as investigações do episódio, o Google afirma ter descoberto que pelo menos outras vinte companhias de diferentes atividades, incluindo internet, finanças, tecnologia e mídia, também sofreram ataques . Os nomes das companhias não foram divulgados, mas o Google informou que já começou a avisá-las. Autoridades americanas, segundo a empresa, já tomaram conhecimento do episódio.

De acordo com o Google, posteriormente, eles descobriram que o objetivo dos hackers era acessar as contas do Gmail de ativistas de direitos humanos chineses. “Baseando-se em nossa investigação até agora, acreditamos que o ataque não atingiu a sua meta. Apenas duas contas de Gmail aparentemente foram acessadas e conseguiram obter apenas informações limitadas, como a data da abertura das contas. Os conteúdos dos e-mails não foram acessados”, informou a empresa americana no comunicado. As violações, diz o Google, não ocorreram por falhas no Gmail, mas por vírus instalados nos computadores desses opositores ao regime de Pequim.

Ao lançar o Google na China, em janeiro de 2006, a empresa americana concordou em censurar parte do conteúdo nos resultados de busca, em um acordo com o governo local. Sites de grupos de direitos humanos ou de opositores são bloqueados. Esse acordo existe apenas com os chineses. Em outros países, onde existe censura, como a Síria e a Arábia Saudita, os resultados aparecem normalmente. Apenas os sites são bloqueados. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fontes: Época Negócios e Gogojob

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