4.07.2010
Políticos preparam as armas para ganhar eleição via internet
Políticos vão martelar a cabeça do eleitor com a internet
Mesmo faltando alguns meses para a próxima eleição no Brasil, cresce a demanda por empresas especializadas em internet para a elaboração de campanhas virtuais. Atualmente, já são mais de 62 milhões de brasileiros acessando a internet, sendo 38,2 milhões fazendo isso de casa. O Brasil lidera o ranking mundial de países com o maior tempo médio de navegação, registrando cerca de 44 horas e 59 minutos.
A web setornou o 3º veículo de maior alcance nacional, atrás somente do rádio eda televisão. Segundo Leonardo Bortoletto, diretor de marketing da WebConsult, termos como Orkut, Twitter, Facebook, YouTube, comunidadesvirtuais e blogs para invadir o cotidiano do brasileiro e se tornarcada vez mais conhecidos e utilizados.
Nesse contexto, as campanhas políticas já começaram e a internet fará toda a diferença na conquista de votos e disseminação de informações, tanto positivas, quanto negativas. A reforma eleitoral, já aprovada pelo Senado e Câmara dos Deputados, liberou internet para campanhas eleitorais.
A utilização cada vez maior da internet mostra a políticos a necessidade de ingressarem no mundo digital. A proliferação de blogs de candidatos já é uma mostra desse processo. Atualmente, o governador José Serra, por exemplo, é um dos políticos mais populares na rede e o seu endereço no twitter registra a incrível marca de mais de 70 mil seguidores.
Nos EUA, o uso da internet está cada vez mais disseminado na realização de campanhas eleitorais. E, não somente para arrecadar contribuições como ocorreu na campanha de Barack Obama, que recolheu cerca de US$ 300 milhões, ou também para a divulgação de imagem e propostas de atuação.
Partidos como o PT saíram na frente ao manter um portal e um verdadeiro exército de colaboradores para alimentarem ferramentas como blog, twitter, vídeos com matérias positivas dos possíveis candidatos, além de um eficiente planejamento para que ocorra a exibição somente de notícias positivas quando internautas fazem pesquisas em sites de busca.
Fonte: MSN Tecnologia
3.12.2010
"Não subestimem as redes sociais"
Em 2009, ela foi apontada pela revista norte-americana Fast Company como uma das mulheres mais influentes na área de tecnologia. É coautora do livro Groundswell: Fenômenos sociais nos negócios, um manual repleto de dicas, exemplos e estatísticas para o bom uso das mídias sociais nos negócios. Ela, que é fundadora do Altimeter Group, especializada em estratégias online, vem ao Brasil falar para mais de 500 executivos em seminário da HSM no final de março. Em entrevista exclusiva à DINHEIRO, Charlene explica por que os empresários não devem subestimar as redes sociais.
DINHEIRO – O que a sra. quer dizer com a expressão “groundswell” (ground-swell, em inglês, quer dizer algo como “forte e profunda ondulação no oceano” ou “repentina acumulação de forças”)?
CHARLENE Li – O groundswell é um movimento espontâneo de pessoas que conseguem o que precisam umas das outras graças às novas tecnologias, como as redes sociais, em vez de irem atrás de empresas, instituições ou governos. Quando nos juntamos online, uma grande força, que é muito difícil de ser parada, se forma. Não víamos isso no passado.
DINHEIRO – Mas por que as empresas devem prestar atenção ao "groundswell"?
CHARLENE – Não se trata apenas da multidão envolvida, mas da possibilidade realmente assustadora de que algum concorrente entenda este fenômeno primeiro e se aproveite dele de uma forma melhor e mais rápida. Mas esta não é a única ameaça. Outra tendência é de que pessoas conectadas e trabalhando de forma colaborativa já podem hoje concorrer com as empresas. E haverá cada vez mais produtos criados dessa maneira que competem com os produzidos pelas grandes empresas. Tudo isso pode ser uma ameaça ou uma oportunidade para as corporações. E para isso ser uma oportunidade é preciso compreendê-la.
DINHEIRO – Qual a importância das redes sociais para os negócios?
CHARLENE – Essencial. E há muitas maneiras de usá-las a favor dos negócios, como divulgação e para estreitar relacionamentos. O que está acontecendo afeta, sobretudo, a maneira como as pessoas conversam umas com as outras. Elas compartilham suas opiniões sobre produtos e marcas. Mesmo os funcionários podem estar falando de suas empresas. Há muitas formas diferentes de redes sociais. Mas seja você uma pequena empresa, seja uma grande companhia, precisa aprender a lidar com as mídias sociais.
DINHEIRO – O que vem primeiro: as pessoas ou a tecnologia?
CHARLENE – As pessoas, sem dúvida. A tecnologia só tem sentido se ela servir para que nos conectemos. Seja lá o que você ou sua empresa queiram, a tecnologia pode ajudar a conseguir. No livro, proponho um método de quatro etapas para desenvolver estratégias online, que chamamos de Post (acrônimo em inglês de pessoas, objetivos, estratégia e tecnologia). Primeiro, descubra como as pessoas com as quais quer se comunicar usam a tecnologia. Depois, estabeleça os objetivos, como impulsionar o marketing online. A terceira etapa é identificar de que maneira você quer mudar as relações com os clientes. Quer que eles estejam mais comprometidos com a empresa ou prefere que difundam mensagens entre seus conhecidos? Responder a essa pergunta ajuda a planejar a estratégia e medir seus avanços. Por último, vem a tecnologia. Por exemplo: a equipe de marketing da P&G criou uma comunidade no site beinggirl.com, depois de avaliar que meninas entre 12 e 15 anos visitam redes sociais. Assim, conseguiu atingir um público difícil de ser envolvido pelas campanhas tradicionais.
“A internet vai se tornar mais móvel. Quase tudo o que você precisa fazer conseguirá pelo celular”
______________________________________________
DINHEIRO – Toda empresa precisa ter um blog ou uma conta no Twitter?
CHARLENE – Absolutamente não. Muitas companhias não necessitam ter um blog ou estar em uma rede social. O segredo está em identificar a ferramenta correta, o que vai depender do público com quem você quer falar e do claro entendimento dos objetivos dessa relação. Mas todas as empresas precisam, ao menos, estar atentas ao que as pessoas estão fazendo e dizendo em seus blogs ou perfis do Twitter. Mudar o seu posicionamento e a sua relação pode ser algo muito difícil. Por isso, comece com um plano modesto, mas com potencial de crescimento.
DINHEIRO – Qual o canal mais eficiente para se desenvolver uma marca?
CHARLENE – Entendo que não se trata de um único canal. Alguém pode dizer: “Tenha um blog, essa é a solução. Afinal, todo mundo tem um blog.” Isso não é uma verdade absoluta. O seu caminho talvez passe por um blog, mas talvez passe por uma rede social, se uma boa quantidade de consumidores a estiver usando. No final, tudo depende da relação que as pessoas querem estabelecer. Então, se você está falando em desenvolver a sua marca não há um único caminho. A melhor forma de olhar para isto é pensar em quem quero atingir: são os meus clientes, meus funcionários, meus parceiros ou todos os três?
DINHEIRO – Mas como os executivos que desejam estabelecer um canal de comunicação com os seus clientes e consumidores devem agir?
CHARLENE – Neste caso, a primeira questão a ser respondida é: por que um executivo quer estabelecer um relacionamento com o público? Qual o tipo de relação que ele deseja criar? Clientes, consumidores e a audiência em geral precisam e querem entender qual o motivo para a sua presença online. É por que você quer me vender alguma coisa? Ou então por que você quer saber a nossa opinião sobre algo? Entendo que um objetivo claro é o primeiro passo para um bom canal de comunicação.
DINHEIRO – A sra. pode contar um exemplo de uma grande companhia que soube responder de forma efetiva a uma grave crise online?
CHARLENE – Sim, há muitos exemplos no livro, mas destaco um episódio envolvendo a Johnson & Johnson, que não está lá. Ela criou uma campanha voltada para as mães para divulgar uma linha de remédios para dores musculares. De repente, quase dois meses depois, um monte de gente em blogs e no Twitter começou a protestar. A campanha foi acusada de usar um tom impróprio para divulgar o remédio para mães que carregam seus bebês em suportes junto ao corpo. A peça trazia uma série de frases que tentavam se conectar com as mães ressaltando as dores causadas pelo ato de se carregar uma criança e mostrava o remédio como solução para elas. Alguns críticos notaram que a peça tratava os bebês como acessórios. “Vestir seu bebê parece estar na moda” era a frase que abria um dos vídeos. Em 48 horas, a Johnson & Johnson tirou a campanha do ar e a vice-presidente de marketing da companhia começou a se desculpar com blogueiros pessoalmente. A Johnson & Johnson foi hábil em lidar com essa crise e falar com a imprensa, criando inclusive o seu próprio blog para tratar do assunto. Paralelamente, a empresa encontrou mães que haviam usado o produto e estavam dispostas a dar os seus testemunhos sobre os efeitos positivos do tratamento. Logo, a empresa colocou alguns vídeos no YouTube com depoimentos dessas mães. Essa virada, é claro, só foi possível porque ela já tinha construído previamente sua credibilidade junto ao público. O melhor dos mundos, no entanto, é quando você consegue criar uma relação tão forte com uma parcela do público que ela mesma defenda você.
DINHEIRO – Qual a importância de ouvir nas redes sociais?
CHARLENE – Total. Só assim você pode se antecipar ou ao menos ter conhecimento de uma crise que pode estar se formando. Empresas como a HP e Dell não costumam esperar que o consumidor ligue para a empresa para reclamar de alguma coisa. Ao primeiro sinal, elas costumam entrar em contato com os clientes insatisfeitos em seus blogs ou no Twitter e perguntam: “O que está acontecendo? Como posso lhe ajudá-lo?” Isso é algo que você não poderia fazer no passado. E essa é a forma mais proativa que uma empresa que presta um serviço pode agir. Além disso, a relação que se estabelece entre cliente e empresa é outra.
DINHEIRO – Nos últimos anos vimos a ascensão da web 2.0 e das redes sociais. O que a sra. espera para os próximos anos?
CHARLENE – A internet vai se tornar cada vez mais móvel e interligada, quase tudo que você precisa fazer conseguirá pelo telefone. Dessa forma, poderemos estar conectados a qualquer hora e em qualquer lugar. E as redes sociais vão estar em toda parte. Elas vão se tornar como ar. Estaremos sempre conectados, mas precisamos manter um equilíbrio, não devemos nos tornar escravos da tecnologia. E é assim que lido com ela.
DINHEIRO – Qual a sua principal mensagem para os executivos brasileiros?
CHARLENE – Não subestimem as redes sociais. As comunidades online que você usa na sua vida pessoal, como passatempo, podem e devem ser usadas no seu trabalho, para que a empresa em que você trabalha possa atingir seus objetivos. As companhias que conseguem fazer isso bem estabelecem uma relação de confiança com o público, mas o controle é relativo. A principal razão para muitas empresas não participarem dessa revolução é que elas temem não estar no controle do que as pessoas vão dizer. E o meu ponto é que tudo isso não vai embora de uma hora para outra. Então é preciso aprender a lidar com isso e, se possível, tirar proveito desse movimento.
fonte: ISTOÉ Dinheiro
3.02.2010
50 dicas para montar (ou turbinar) o seu site [parte 4]
31>>>FIQUE DE OLHO NAS COMUNIDADES
São muitas as redes colaborativas na internet hoje em dia. Estar atento ao que falam sobre sua empresa e aproveitar para angariar visitantes para o seu site é fundamental. No entanto, é preciso tomar cuidado na hora de participar dessas redes. Nunca tente esconder a sua ligação com a empresa. As pessoas percebem e rejeitam elogios anônimos e gratuitos, alerta Raquel Horta, da Mapa Digital.
32>>>ENTRE NO ORKUT E NO FACEBOOK
Roberto Karam, sócio da La Passione Doces, tem um perfil no site de relacionamento Orkut no nome da empresa. Segundo ele, 30% dos contatos feitos por intermédio do Orkut acabam em negócio. O empresário considera a ferramenta tão eficiente que vai contratar nos próximos meses um profissional apenas para ficar explorando as comunidades do site. "O segmento de casamento é muito envolvido com internet. As pessoas nos conhecem pelo Orkut e depois nos procuram", diz Karam. Com o objetivo de atrair público para o site da La Passione Doces, ele mantém no seu perfil dados da empresa e fotos dos produtos. O Facebook ainda não faz tanto sucesso no Brasil como o Orkut, mas já tem uma massa crítica que não pode ser desprezada. "O Orkut já está estabelecido, mas o Facebook tem um público mais antenado e moderno", explica Pablo Caldas, da agência especializada Full Haus. Dependendo do perfil da marca, pode ser interessante usar o Facebook para atrair stakeholders para o site.
33>>>CRIE UM BLOG
Quanto mais transparente for a sua empresa, melhor. Um blog corporativo é uma ótima ferramenta, mas, se não houver transparência, perde a credibilidade. Além disso, é importante saber o que os usuários querem ver no blog. Por meio dos e-mails que chegavam à empresa, Leandro Pereira da Silva, diretor da Visto Brasil, por exemplo, percebeu que existia uma demanda por um diário virtual. A empresa vai disponibilizar a partir deste mês um blog em que os usuários poderão enviar perguntas e dúvidas a serem respondidas pelos advogados da Visto Brasil.
34>>>DISPONIBILIZE RSS FEEDS
Hoje em dia, na internet, toda empresa deve tentar ao máximo divulgar o conteúdo do seu site. Uma forma eficiente de fazer isso é utilizar o RSS feeds - listas de renovação de conteúdo de um determinado site em que os usuários incluem o link dos arquivos em seu programa agregador e recebem as atualizações sem precisar visitar o site. O recurso fideliza o público e ainda atrai consumidores interessados, diz Pedro Caldas, da Full Haus.
35>>>ABUSE DO YOUTUBE
Vídeos de empresas no YouTube, quando caem no gosto do público, são acessados por milhões de pessoas ao redor do mundo e funcionam como uma barata e eficiente maneira de divulgação e atração de público para o site. "Não é necessária uma superprodução. Tem que ser algo curioso, relevante, que tenha a ver com o que o seu público quer", diz Pedro Caldas, da Full Haus. Para conseguir levar as pessoas do YouTube para o seu site, é importante colocar o endereço tanto no vídeo quanto no perfil da página da empresa.
36>>>PENSE NO FLICKR
No final do ano passado, a fabricante de automóveis Troller, da Ford, optou por uma nova estratégia de atração de internautas para sua página na internet: a utilização do Flickr, site de compartilhamento de fotos, para divulgar imagens de ralis e de carros. Um mês depois, o número de visitantes novos havia aumentado 15% e o número de page views crescera 80%. "Pensamos na ferramenta para trazer as pessoas do Flickr para o nosso site", diz Thiago Chan, analista de marketing da empresa.
37>>>DESENVOLVA UM SITE PARA CELULAR
O Brasil fechou o mês de abril com 154,6 milhões de celulares e uma densidade de 80,98 aparelhos por grupo de 100 habitantes. Desse total, existem 4,95 milhões de celulares 3G, de acordo com dados de abril da consultoria Teleco. Diante desses números, os grandes portais já desenvolveram sites específicos para serem acessados do celular, mas, com a base de smart phones que o Brasil tem, torna-se viável para pequenas e médias empresas. Segundo Juliana Constantino, da agência Click , os custos de produção são menores para desenvolver um site para celular.
38>>>MANDE NEWSLETTERS E E-MAILMARKETING
Na hora de efetuar uma compra na loja virtual Calumax, o consumidor escolhe se gostaria de receber ou não uma newsletter com ofertas. Hoje, cerca de 30 mil pessoas recebem o boletim cada vez que a empresa decide fazer promoções. "Desse total, 25% interagem com o nosso site", explica Lucas Dorador, gerente comercial da Calumax. Segundo Raquel Horta, da Mapa Digital, usar newsletter ou e-mailmarketing para atrair usuários exige cuidados. É preciso que seja de fato uma informação relevante. "Não se pode ficar lotando a caixa de e-mails das pessoas com qualquer coisa", alerta.
39>>>EXPLORE A PÁGINA DE CADASTRO
Se a intenção é vender pela rede, uma ficha de cadastro é necessária. Mas registrar dados de visitantes pode também ser uma ferramenta interessante para fazer um banco de dados e, posteriormente, utilizá-lo em estratégias de divulgação. De acordo com Pedro Caldas, sócio-diretor da Full Haus, o usuário do site precisa ter a possibilidade de se cadastrar sem precisar comprar, mas nunca se deve exigir informações para ter acesso ao conteúdo. "Isso espanta as pessoas", diz Caldas.
40>>>DIVULGUE CLIENTES SATISFEITOS
Não são poucas as vezes que Leandro Pereira da Silva, diretor da Visto Brasil, empresa especializada na regularização de estrangeiros no Brasil, ouviu de um cliente que a decisão em optar pelos serviços da empresa foi baseada nas referências disponibilizadas no site. "É sempre saudável apresentar casos de sucesso. Colocamos no nosso site depoimentos de antigos clientes. Isso sempre serve de indicação para os futuros interessados", explica Silva, que afirma já ter conseguido fechar negócios por conta desse tipo de divulgação.
Fonte: Revista Pequenas Empresas Grandes Negócios.
3.01.2010
Como as 100 maiores empresas do mundo utilizam as mídias sociais?
Segundo a pesquisa:
• 79% das empresas utilizam pelo menos uma plataforma de mídia social. A maior incidência é na Europa, com 88%, seguida pelos EUA, com 86%. A Oceania é onde houve a menor incidência, com a presença de apenas 50% das empresas. Apenas 20% utilizam as 4 plataformas avaliadas (Twitter, Facebook, Youtube e blogs corporativos).
• A plataforma mais utilizada é o Twitter, com presença de 65%. Logo em seguida, vem o Facebook (54%), Youtube (50%) e blogs corporativos (33%).
• Das empresas que utilizam a ferramenta (65%), a média é de 4,2 contas, sendo que empresas como AT&T, Nokia e Samsung possuem pelo menos 15.
• Das européias e norte-americanas, mais de 70% utilizam o serviço de microblogging. A menor afinidade está entre os asiáticos (40%), que utilizam, principalmente, para se comunicar com seus stakeholders ocidentais.
• A média de tweets é de 27 por semana e 38% das empresas reponde às micropostagens de outros usuários.
• A média de seguidores por empresa é de 1.489, e a de pessoas seguidas é de 731.
• Menos popular do que o Twitter (54%), o Facebook tem maior aderência nos EUA, onde 69% das empresas possuem uma fan page.
• Apenas 59% das empresas presentes no Facebook mantém suas páginas ativas, com uma média de 3,8 posts por semana.
• O números de seguidores é maior do que o do Twitter. A média é de 41.000 seguidores nas fan pages das 100 maiores empresas.
YouTube
• Metade da amostra tem um canal no YouTube. Entre as norte-americanas, 59%, e entre latino americanas apenas 33%.
• 68% das que possuem um canal possuem atividade freqüente. A média é de 10 vídeos ao mês.
• Os vídeos postados por essas empresas tem, em média, 40.000 views por mês.
Blogs Corporativos
• Apenas 1/3 das 100 maiores possui blog corporativo. O número cresce entre as asiáticas, com 50% e cai entre as européias, com apenas 25%.
• A média de posts mensais é de 7. Entre os asiáticos – que mais utilizam o serviço – é de 14.
Fonte: CHmkt
2.22.2010
Dez dicas para uma empresa ter uma boa presença nas redes sociais
Lista com recomendações foi feita a partir de dúvidas levantadas por executivos de companhias que pretendem atuar nas mídias sociais.
Ter uma boa presença nas redes sociais é o sonho de consumo de um número cada vez maior de empresas. Mas como alcançar esse objetivo?
Gustavo Zaiantchick e Diego Monteiro, respectivamente cofundador e consultor de redes sociais da Direct Labs, agência especializada em ações de relacionamento na internet, deparam-se todos os dias com uma série de interrogações levantadas por executivos de empresas. Por isso resolveram compilar as principais dúvidas identificadas nas companhias e fizeram alguns comentários a respeito delas.
A Direct Labs integra o Grupo Direct, formado a partir de investimentos de organizações como Rio Bravo, DGF Investimentos e CRP Companhia de Participações.
1- Como as mídias sociais contribuem para mudar o antigo esquema de comunicação “emissor-mensagem-receptor”?
As mídias sociais geram uma comunicação de duas vias entre os usuários e, desse modo, não há um receptor ou emissor preso a um desses papéis. Em um determinado momento você consumirá conteúdo e, no instante seguinte, comentará sobre o assunto que leu, ou seja, você passa de receptor a emissor e não se fixa a nenhuma dessas posições.
As mídias sociais estão se popularizando e já se tornaram um meio de comunicação essencial. Na escola, os alunos aprendem através de blogs; nas empresas, os funcionários expõem suas dificuldades em comunidades virtuais e por aí vai. A internet, que é o grande meio de comunicação deste século, tornou-se 2.0 e colaborativa com as redes sociais. Trata-se de um caminho sem volta.
2. Quais seriam as melhores maneiras de potencializar minha marca no Twitter e aumentar meu número de seguidores?
Nem sempre ter mais seguidores é potencializar sua marca no Twitter. O ideal é que o volume de seguidores esteja compatível com o seu público-alvo e que o conteúdo gerado no nesse canal seja realmente relevante para eles.
Uma das formas eficientes de se medir isso é por meio da observação de quanto o conteúdo gerado é retuitado pelos usuários, medindo a influência de quem replicou a mensagem ou também quantificando as conversas geradas via Twitter através de Direct Messages ou menções de sua conta. Um outro ponto importante é sempre divulgar o seu endereço de Twitter em todas as mídias nas quais a empresa for divulgada, seja no site, papelaria, e-mails, propagandas, etc.
3. Como fidelizar clientes por meio de uma rede social?
A fidelização de consumidores por meio das redes sociais ocorre por meio da geração de algum benefício palpável a eles. Assim, a primeira coisa a ser feita ao criar uma iniciativa nesses canais, buscando a fidelidade, é identificar o que interessa a esse público-alvo: que tipo de informações é relevante? Que tipo de relacionamento eles esperam? O que pode ser um benefício diário para esses usuários?
Tendo as respostas para essas e outras questões, os moderadores da rede social devem criar um plano editorial para que esses assuntos de relevância sejam abordados dentro de um cronograma correto, consistente e efetivo. Isso fará com que a rede seja constantemente "aquecida”, e as pessoas participarão de forma espontânea.
4. Qual é a melhor forma de chamar a atenção do meu público para os tópicos nas comunidades do Orkut? Como posso garantir a participação das pessoas ao passo em que a maioria usa as comunidades apenas para definir o próprio perfil?
O primeiro ponto é entender se o público-alvo que você quer atingir realmente usa o Orkut para suas conversas. Como está descrito, muitas pessoas só usam as comunidades como "selos" para seu perfil. Caso existam comunidades sobre o determinado assunto que estejam ativas no Orkut, o primeiro passo é estabelecer uma relação com elas como um usuário comum, mas tentando gerar valor para os demais.
Relacionamento é construído e conquistado com o tempo, nada é do dia para noite. É importante participar ativamente dessas outras comunidades e, a partir de um relacionamento já estabelecido, começar a divulgar ativamente a própria comunidade da empresa. Isso evitará que você seja expulso dos outros grupos e, além disso, terá outros usuários interessados em conhecer o seu ambiente.
5. Como estipular um preço para o serviço de redes sociais prestado aos clientes?
Dar preço a um serviço de redes sociais vai muito além da questão de desenvolvimento tecnológico. Aliás, pouco tem a ver com tecnologia. O que as empresas devem buscar são resultados efetivos de negócio e, principalmente, de relacionamento com consumidores, parceiros, comunidades, entre outros. Assim, a primeira etapa na formulação de um preço é o esforço para definir a estratégia e o planejamento das ações. Isso pode envolver uma equipe que deverá ser quantificada em número de horas, cruzando com a margem esperada.
A partir da definição do planejamento, inicia-se o processo de implementação das ações que envolvem horas de desenvolvimento, de geração de conteúdo, licenciamento de software e gestão de projetos. Depois de implementado, é fundamental orçar o esforço que a equipe terá na moderação dos ambientes, nos ajustes tecnológicos e na análise estratégica e de resultados. Ao se levantar o número de horas e demais custos desse processo todo, você conseguirá fixar um preço para seu projeto.
6. Quais as principais metodologias e métricas para a mensuração de ações de marketing nas redes sociais? Existe algum método para medir a força de uma marca nesse ambiente?
As métricas mais utilizadas para mensurar resultados em mídias sociais são os indicadores de visibilidade, influência, participação e engajamento. A visibilidade é traduzida por dados facilmente mensuráveis por meio de ferramentas como o Google Analytics. Exemplos no contexto de uma ferramenta social são: número de visitas, de onde vêm essas visitas, tempo que o usuário fica em cada página e etc. As de influência são medidas por meio de quantos outros ambientes estão referenciando a sua iniciativa, algo que pode se dar por meio de links e menções de terceiros.
Os indicadores de participação são aqueles que medem o quanto os usuários interagem no seu ambiente, ou seja, o conteúdo gerado. Isso pode acontecer através de comentários, fotos publicadas, vídeos inseridos e etc. Por último, a mensuração de engajamento, que são situações nas quais os usuários "vendem" e divulgam o seu negócio de forma espontânea, como, por exemplo, envio de "invites" para cadastramento ou criação de ambientes próprios de divulgação da marca, como comunidades em redes sociais ou contas no Twitter.
7. Nas mídias sociais, existe alguma forma de segmentar o público que desejo atingir?
Sim, com certeza. A segmentação se dá por duas maneiras: uma é pelo local da ação (que rede social você vai usar), assim como o público escolhido para começar uma interação. A outra maneira se dá pelo tema abordado. Usando as palavras-chave adequadas é possível fazer um conteúdo relevante para o público-alvo, além de potencializar suas aparições nos buscadores (seja no Google, seja nas mídias sociais) para quem procurar pelo tema.
8 - Marcas de grande porte correm um grande risco ao se inserirem nas mídias sociais?
Depende. Primeiro deve-se analisar como elas entram nas mídias sociais. Se a intenção é estar na moda ou conseguir um ROI (retorno sobre investimento) milagroso, então há um enorme risco. Mas se for uma estratégia consistente e a intenção for interagir com seu público, os riscos são praticamente nulos. Vale lembrar que não há nenhum risco maior do que não se inserir nas mídias sociais.
9. Qual o limite ético ao querer influenciar ou patrocinar blogueiros/tuiteiros que teoricamente produzem conteúdo independente e não comercial? O que é permitido e o que não é?
As pessoas seguem usuários no Twitter ou assinam RSS de blogs apenas por um único motivo: consideram aquele conteúdo interessante para elas. E o que é interessante? Em 99% das vezes, é aquilo que trata de assuntos abordados de forma imparcial, independente e espontânea. Mas nem sempre a mensagem tem essas características. Isto é, pessoas que primeiramente atraíram outros usuários em função do conteúdo, agora usam esse histórico positivo para produzir espaços pago/patrocinado.
O grande detalhe é que muitos geradores de conteúdo não especificam isso e misturam essas propagandas com aquilo que é, de fato, importante, fazendo as pessoas acreditarem que se trata de um conteúdo imparcial. Trata-se de um grande risco para o blogueiro/twitteiro e para a empresa que o patrocina, pois, se um usuário descobrir que está sendo "enganado", o canal pode perder a credibilidade na rede, e a marca se desgastar.
Assim, o limite está em nunca confundir o conteúdo do blog e twitter com formas de patrocínio. Uma alternativa é usar, por exemplo, o layout de background do twitter ou blog para que se venda espaço publicitário.
10. Que comportamentos podem ser vistos como exemplos de mau uso das mídias sociais?
Basicamente são aqueles que tentam disfarçar uma comunicação institucional e corporativa como algo espontâneo. Um exemplo é falar para um blogueiro o que escrever sobre a sua marca ou pagá-lo por um post que pareça espontâneo, em vez de veicular propaganda.
Também vale lembrar que ações que premiam determinados formadores de opinião com eventos ou brindes podem ser encaradas como "mau uso" por serem contra o princípio de participação das mídias sociais e por passarem uma ideia de segregação de público, já que privilegiam apenas alguns usuários com as recompensas.
Fonte: Idgnow
1.14.2010
Mas minha sobrinha fez um blog em meia hora!
A resposta para esta pergunta é um pouco complexa, mas uma rebatida rápida para esquentar a língua: “Bom, se o senhor quer o blog da sua empresa igual ao blog de sua sobrinha, não posso lhe ajudar“.
Aqui estou falando de blogs, mas é possível extender a discussão para os demais canais, como twitter, orkut, e assim por diante. Vou permanecer no blog para simplificar e não me alongar demais.
Blog é ferramenta, não objetivo
Para começo de conversa. Se o seu objetivo é “ter um blog”, basta 5 minutos no wordpress ou no blogger para atingí-lo. Parabéns! Agora, sua empresa não quer ter um blog. Ela quer conversar com o seu público, quer estabelecer um canal de diálogo, quer encontrar novos prospects, quer transformar prospects em leads, quer melhorar a percepção de marca.
Se sua empresa não sabe por que quer ter um blog, não podemos ajudar. Agora, se a sua empresa tem um objetivo, podemos ajudar a atingí-lo. Talvez um blog será utilizado, talvez não.
Essa é uma regra que vale muito mais para empresas que para pessoas: usar um tema padrão, principalmente se for conhecido, passa a seguinte mensagem para o seu público: “este é um canal que nós não ligamos muito, tanto que não gastamos um único centavo com ele, nem pretendemos dar a devida atenção por aqui“.
Nada como chutar o seu público no tapetinho da porta, não? Ele não precisa ser o blog mais lindo do mundo, mas precisa ter a identidade visual alinhado com a empresa e conteúdo. O layout é a primeira mensagem de “venha ver o que estou oferecendo” que um blog pode passar.
O padrão-basicão fica como escritório alugado sem identidade visual nenhuma, com cara de “acabamos de mudar, mas vamos sair daqui logo”.
Vamos colocar um widget com fotos do flickr! Para quê? Vamos integrar com o twitter da empresa, somos modernos! Para quê? Vamos instalar o script do blogblogs! Para quê? Eu acho que tem que ter também uma foto de todos os diretores. Não, toda a empresa, sorrindo! De novo e pela última vez: Para quê?
Se você não sabe qual a função dos elementos que estarão presentes no blog, há algo errado. Olhe um blog corporativo bem feito e pergunte sobre cada elemento está ali presente. A agência que fez saberá responder, item por item. Neste blog aqui eu posso responder sobre cada coisa. E até o que vai sair fora no novo layout, que ficará pronto em breve.
Projeto editorial? Hã?
Parabéns, se você chegou até aqui, você quer fazer a coisa direito. Um bom blog corporativo deve ter um projeto editorial. Que não é nada mais que um documento que explica qual será a linguagem dos posts, quais temas serão abordados, qual a política de comentários e respostas, frequência de atualizações, e principalmente, orientações ao conteúdo.
Mais do que manter a unidade do trabalho mesmo que se troquem os autores dos posts, é o projeto editorial que liga o contéudo do blog ao seu objetivo. Parece fácil, né? Agora, tente escrever um!
Mas eu preciso MESMO contratar uma agência?
Não. Se você tem tempo para estudar bem o mercado, o mundo das mídias sociais, o que o seu público fala da sua marca na internet, onde está esse público, por que tipo de conteúdo e interação ele se interessa, você vai bem.
Se você lê o Peixe Fresco e mais meia dúzia de blogs sobre o assunto, se você passa boa parte do seu tempo lendo blogs, no twitter, orkut, se você testa quase todo site e plataforma que aparece por aí, você não precisa mesmo contratar uma agência. Aliás, se você faz tudo isso que, eu acho que você trabalha em uma!
Ldois Comunicação"
Rua Ernani Braga, 151, Madalena, Recife - PE
Fone: (81) 4141.3284 9916.7359