2.02.2010

O Youtube pode se tornar um Google?

Site pode ter receitas significativas com publicidade em buscas, mas precisa buscar pequenos anunciantes

O Youtube é o segundo maior site de buscas do mundo, atrás apenas do mecanismo da empresa à qual pertence - o Google. Mas será que ele pode ganhar tanto dinheiro quanto o líder?

A estratégia do site poderá definir se o Youtube quer se tornar uma empresa razoavelmente lucrativa baseada em anúncios na homepage e em campanhas em vídeos, ou se pode ter uma escala gigante como a do Google, atraindo uma série de pequenos anunciantes.

No ano passado, a home Page do Youtube foi disputada por anunciantes do ramo de entretenimento, ao mesmo tempo em que o site tentou com limitado sucesso fazer acordos com os estúdios para exibições Premium de TV e filmes. Além disso, um acordo com a Sony Music e a Universal Musica deu força ao Vevo, que pode poderá trazer mais dólares das marcas relacionadas a vídeos musicais.

Mas embora estes possam ser bons nichos, não parece ser essa a cara do Google, que construiu sua fortuna com a publicidade em buscas. A grande parte da receita de US$ 23,6 bilhões do Google em 2008 veio de buscas. Ao mesmo tempo, um analista do Barclay, Douglas Anmuth, estima que o Youtube pode se tornar lucrativo em 2010, sob uma receita de US$ 700 milhões.

A modalidade de promoção de vídeos (Promoted Videos), o que seria o equivalente à publicidade de buscas dentro do Youtube, foi lançado em 2008 e integrado ao AdWords do Google em outubro, o que deu vazão para que os anunciantes pudessem levar facilmente suas campanhas para o site de vídeos.

Enquanto no Google a proposta é gerar um clique no link patrocinado, no Youtube a ideia é gerar uma visualização do vídeo, o que pode inclusive levar a um clique para entrar em um site. Por causa disso, diz o Youtube, dezenas de milhões de buscas ocorrem por dia no site.

"Achamos que o Promoted Video é uma grande forma de pequenas empresas contarem sua história e atingirem consumidores com um vídeo","afirmou Shishir Mehotra, diretor financeiro do Youtube.

A empresa tem trabalhado duro para ativar essas ferramentas e muitos anunciantes de busca compram campanhas no site de vídeos. O Youtube não revela os número, mas diz que já há milhares de anunciantes que usam ferramentas "self-service" para anunciar no site. Os cliques pagos no Promoted Videos duplicou no quarto trimestre de 2009 em relação aos três meses anteriores.

"É mais do que gerar vendas diretas, e tem um caráter mais de campanha de branding", analisa Steve Groenier, vice-presidente de marketing da ArtBeads.com, empresa que fornece peças artísticas. Ele começou comprando termos como "como comprar jóias".

Mas mesmo com Google e Youtube buscando vender publicidade para gigantes como a Procter&Gamble, o ato de fazer do Youtube um negócio voltado também para buscas significa também ir atrás de anunciantes como a pequena Orabrush, que faz uma pastilha que auxilia a melhorar a respiração. Com a decisão de rodar infomerciais no Youtube, localizados por termos como "má respiração", a peça foi vista 7,8 milhões de vezes, sendo 6 mi delas a partir de links pagos.

Fonte M&M Online com informações do Advertising Age.

Dos 20 maiores títulos do País, onze viram seus números caírem em 2009

Desempenho dos maiores títulos do Brasil caiu no ano de 2009

Caiu 6,9% a circulação somada dos 20 maiores jornais diários brasileiros em 2009. Apenas seis conseguiram melhorar seus desempenhos de acordo com dados do Instituto Verificador de Circulação (IVC). São eles: Daqui (31%), Expresso da Informação (15,7%), Lance (10%), Correio Braziliense (6,7%), Agora São Paulo (4,8%) e Zero Hora (2%). Mantiveram-se estáveis Correio do Povo, A Tribuna e Valor Econômico, que encerraram o ano passado com circulações bem próximas às do fechamento de 2008.

Onze títulos viram seus números encolherem durante 2009. Os dois que mais caíram foram os do Grupo O Dia, do Rio de Janeiro: O Dia (-31,7%) e Meia Hora (-19,8%). Também tiveram quedas Diário de S. Paulo (-18,6%), Jornal da Tarde (-17,6%), Extra (-13,7%), O Estado de S. Paulo (-13,5%), Diário Gaúcho (-12%), O Globo (-8,6%), Folha de S. Paulo (-5%), Super Notícia (-4,5) e Estado de Minas (-2%).

Não houve alterações significativas nas posições do ranking, a não ser a evolução contínua de títulos populares como o Dez Minutos, de Manaus, que estreia na 17ª posição, com média diária de 60 mil exemplares - não considerados na conta de queda de 6,9%, pois foi lançado no final do ano passado.

A liderança continua com a Folha de S. Paulo (média diária de 295 mil exemplares), seguida por Super Notícia (289 mil), O Globo (257 mil) e Extra (248 mil). Em quinto lugar está O Estado de S. Paulo (213 mil), à frente do Meia Hora (186 mil) e dos gaúchos Zero Hora (183 mil), Correio do Povo (155 mil) e Diário Gaúcho (147 mil). O top 10 se completa com o Lance (125 mil).

A informação é da coluna Em Pauta, publicada na edição 1394 de Meio & Mensagem, que circula com data de 1º de Fevereiro de 2010.
Fonte: M&M Online

Justiça // Curso ensina juízes a lidar com a mídia

Imagine que, para lidar com a imprensa durante as eleições municipais em 2008, o juiz Paulo Torres Pereira da Silva precisou tomar diariamente comprimidos de cloridrato de propanalol. Somente dessa forma controlava o nervosismo diante dos jornalistas. Paulo Torres confessou o segredo ontem durante a visita aos Diários Associados em Pernambuco. Ele e outros 11 magistrados participaram, neste fim de semana, do 1º curso de Media Training Avançado para juízes, promovido pela Escola Superior de Magistratura de Pernambuco (Esmape). A iniciativa faz parte do Programa de Aperfeiçoamento de Juízes no estado.

Depois do treinamento com a empresa de comunicação social Oficina da Palavra, de Brasília, os juízes conheceram as redações do Diario, TV Clube, Aqui PE, Rádio Clube e o parque gráfico dos Diários Associados. Os juízes confessaram ter uma certa cautela para falar com a imprensa, mas disseram que, após o curso, estão mais preparados. "Antes, me sentia diante da personagem comunicóloga de Jô Soares. Agora estou mais tranquilo", disse Paulo Torres. A personagem, da década de 1970, era uma sátira aos estudantes de jornalismo da PUC de São Paulo, onde Jô Soares assumia o papel de uma jovem inconveniente que fazia perguntas atrapalhadas aos entrevistados.

Já o juiz Ailton Alfredo de Souza comentou que o Poder Judiciario precisa ser mais pró-ativo diante da impresa, a exemplo do MPPE, que tem se destacado na mídia com notícias institucionais. Enquanto isso, a juíza Mariana Vargas ressaltou que a realização do curso só foi possível porque os magistrados ficaram dispostos a voltar para a sala de aula. Somente no último triênio, a Esmape promoveu 52 cursos de aperfeiçoamento e especialização.
Fonte: Diario de Pernambuco

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